The Rogue Prince of Persia é o roguelite que revive a franquia com maestria

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The Rogue Prince of Persia é um roguelite fantástico e um trabalho excelente do estúdio Evil Empire. A Ubisoft deixou a série em boas mãos, e o resultado conquista tanto novatos quanto veteranos do gênero.

Poucos gêneros têm crescido tanto na indústria dos videogames nos últimos anos quanto os roguelites. Diferente dos roguelikes mais tradicionais, os roguelites suavizam certas mecânicas e a dificuldade. Habilidades permanecem, armas podem ser forjadas e pontos de habilidade desbloqueados. Além disso, modificadores de dificuldade permitem que jogadores mais ousados personalizem a experiência, aumentando desafios e recompensas. Nesse equilíbrio, The Rogue Prince of Persia se destaca ao agradar diferentes perfis de jogadores sem perder sua essência.

História

A narrativa é direta e envolvente, com execução e roteiro sólidos. Você assume o papel do Príncipe herdeiro do trono da Pérsia, cujo reino foi invadido pelos hunos. Após cair em batalha contra Nogai, líder da tropa inimiga, o protagonista é derrotado e morto. No entanto, uma relíquia mágica em seu pescoço o traz de volta sempre que morre, deixando-o no Oásis, ponto central do jogo.

O início do jogo é envolvente, equilibrando mistério e progressão, sem revelar detalhes cruciais de imediato. Um diário chamado Mapa Mental guia o jogador em seus objetivos até o confronto final contra a Corrupção, uma magia sombria usada pelos hunos que saiu de controle e devastou a terra. Diferente de muitos títulos do gênero, onde a narrativa é apenas acessória, aqui a Evil Empire criou uma história coesa e bem estruturada.

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Gráficos e Ambientação

The Rogue Prince of Persia aposta em gráficos estilizados desenhados à mão, que em sua maioria impressionam. Embora alguns planos de fundo — como no bioma do Jardim — pudessem receber mais detalhes, os cenários ainda transmitem atmosfera e identidade. Em contraste, as animações, variedade de inimigos, armas e artes em primeiro plano são visualmente cativantes.

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Som e Música

A trilha sonora é outro ponto forte. A Ubisoft vem acertando nessa área em seus últimos lançamentos, e aqui não é diferente. As músicas combinam instrumentos que remetem à cultura persa com batidas eletrônicas modernas. O destaque vai para o trabalho de Asadi, responsável pela maior parte da trilha, e para os vocais de Xye, que interpreta a belíssima canção tema do jogo. É, sem dúvida, um dos pontos altos da experiência.

Jogabilidade

A jogabilidade é simplesmente impecável. O combate utiliza um sistema fluido com armas principais e secundárias, exigindo estratégia para recarregar energia e balancear ataques. Equipamentos possuem níveis de raridade, podendo ser aprimorados com ferreiros ou adquiridos com vendedores. Além disso, amuletos adicionam efeitos variados, criando combinações únicas a cada tentativa.

O jogo incentiva experimentação: desde um príncipe ágil com adagas envenenadas, até um guerreiro mais lento com machado pesado e alto dano físico. Essa variedade evita a repetição e mantém cada partida empolgante.

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A movimentação também é destaque, com o príncipe escalando paredes, executando esquivas acrobáticas e explorando ambientes cheios de armadilhas clássicas da franquia. As lutas contra inimigos e chefes exigem leitura de padrões, mas nunca soam injustas — a frustração vem apenas da falta de habilidade do jogador, não de falhas nos controles.

Os mapas possuem tamanho equilibrado, cheios de recompensas e segredos. Encontrar uma arma rara escondida em uma bifurcação é sempre recompensador. Tecnicamente, o jogo apresentou apenas pequenos problemas, como a música sumindo temporariamente e o já conhecido incômodo do Ubisoft Connect, que causou até um crash em meu console.

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Conclusão

The Rogue Prince of Persia é um trabalho excepcional da Evil Empire. A Ubisoft acertou em confiar a franquia ao estúdio, que não só respeitou o legado da série, mas também entregou um título moderno, viciante e acessível.

Disponível desde o lançamento em versão 1.0 nos principais serviços do Xbox e PlayStation, o jogo consegue algo raro: unir qualidade e acessibilidade em uma indústria onde os preços só aumentam. Seja você fã de roguelites ou alguém que nunca experimentou o gênero, este é um jogo que merece toda a sua atenção.

castel nota 09

Este conteúdo foi possível graças a chave cedida pelo portal Patobah!

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Bruno Castelar
PSN: Sr-SuaMae
Fã de videogames. Joga no Playstation mas cresceu jogando em todas as plataformas possíveis. Indies são tão bons quanto AAA, Resident Evil 4 Remake é meu GOTY pessoal de 2023. Jogo de tudo um pouco a exceção RPG's de turno.
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